Não nos ensinam nada nas escolas sobre
alimentação, apesar de ser vital, e nos supermercados as
pessoas compram sem pensar, sem ter em conta o processo
por que passou o produto que têm nas mãos e que influencia tanto
a sua qualidade como a nossa saúde. No entanto, esta atitude é
lógica se tivermos em conta que as pessoas não estão informadas; de
nada lhes serve ler rótulos que não conseguem interpretar (e isto sem
contar com o que não é indicado neles). As pessoas
desinformadas não têm outra escolha senão confiar.
O sistema
alimentar atual não consegue sobreviver sem a produção de
aditivos artificiais para adicionar aos alimentos, uma vez que se
baseia em produtos que têm de «durar» algum tempo após a sua
colheita ou transformação, até chegarem às prateleiras do supermercado
e, posteriormente, aos frigoríficos dos consumidores. Assim,
o tratamento dos alimentos é um processo imprescindível e, sem
ele, uma série de indústrias cujo
principal objetivo é vender não teria tanto lucro. Os aditivos conferem aos alimentos uma
aparência «atraente» que estimula os nossos sentidos e
nos faz comer com os olhos.
As entidades sanitárias determinam em
que quantidade os aditivos devem ser incorporados nos alimentos e,
embora insistam que os benefícios superam os riscos, não está
comprovado que a pequena proporção tóxica ingerida diariamente não
tenha influência no nosso organismo ao longo do tempo, desencadeando
doenças. Escusado será dizer que existe uma relação direta entre
certas doenças e a alimentação…
CORANTES
Proporcionam, reforçam ou mantêm a
cor dos alimentos. Devido à sua toxicidade, são os mais conhecidos e
temidos.
AGENTES AROMÁTICOS
Conferem propriedades olfativas e,
por vezes, sabor.
EDULCORANTES
Misturadores de aroma e sabor.
ESTABILIZANTES
Evitam a tendência natural para a
separação dos componentes
Corantes, agentes aromáticos,
adoçantes, estabilizantes, antioxidantes, emulsionantes, espessantes,
potenciadores de sabor, gásificantes… são apenas alguns dos
aditivos utilizados diariamente na indústria alimentar
CONSERVANTES QUE AFIRMAM NÃO SER
TÓXICOS
Ácido propiónico, ácido sórbico, ácido benzoico.
CONSERVANTES MODERADAMENTE TÓXICOS
Água oxigenada,
formaldeído.
CONSERVANTES INADMISSÍVEIS
ÁCIDO
BÓRICO: Encontra-se em produtos gordurosos, derivados lácteos, ovos,
produtos à base de carne, peixe…
ÁCIDO
SALICÍLICO: É utilizado em conservantes da gema de ovo líquida,
anchovas e marinadas de peixe, na preparação de conservas de
azeitonas, pepinos em conserva, frutas, compotas, geleias…
FLUORETOS:
Encontram-se em margarinas, leite e derivados, carne, cerveja
(afetam o metabolismo dos ossos e dos dentes).
CLOROPICRINA:
Costumava ser utilizada na desinfeção de utensílios e maquinaria da
indústria alimentar.
CORANTES QUE SÃO UTILIZADOS
HABITUALMENTE E SÃO PERIGOSOS
TARTRACINA: Cria uma bela
cor amarela, especialmente perigosa em caso de alergias,
urticária ou asma. Encontra-se em refrigerantes, doces,
balas, enchidos, licores e conservas vegetais.
AMARANTO: Proporciona uma atraente
cor vermelha. É considerado cancerígeno. Encontra-se em refrigerantes
vermelhos, pastelaria, margarina, iogurte, enchidos, licores, etc.
COTXINILLA: Também de
cor vermelha. Costuma provocar alergias e urticária. Podemos
encontrá-la em algumas bebidas refrescantes, pastelaria e
confeitaria, iogurtes, conservas vegetais, enchidos e licores.